Farmacia Hospitalar

Cirurgia Bariátrica para obesidade diminui alguns riscos e aumenta outros.

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  • admin
  • 13 Fevereiro, 2018

Por:

Miriam E. Tucker

NOTIFICAÇÃO

29 de janeiro de 2018.

Os pacientes foram acompanhados durante cinco anos, momento no qual foram obtidos dados de 43 participantes do grupo clínico e de 55 participantes do grupo de bypass gástrico.

O desfecho primário composto triplo foi HbA1c < 7,0%, lipoproteína de baixa densidade (LDL, do inglês low-density lipoprotein) < 100 mg/dL, e pressão arterial sistólica < 130 mmHg em cinco anos.

No primeiro ano após a randomização, o desfecho triplo foi alcançado por 50% do grupo de bypass gástrico versus 16% do grupo do tratamento clínico (P = 0,003).

O fato de alcançar o desfecho triplo caiu nos dois grupos entre o primeiro e o terceiro ano, e manteve-se estável entre o terceiro e o quinto ano. Em cinco anos, a proporção de pacientes que alcançou o desfecho triplo foi de 23% com bypass gástrico e 4% com o tratamento clínico (P = 0,01).

No caso específico da HbA1c, a diferença verificada entre os tratamentos aos cinco anos foi de 1,6% (P < 0,001) no grupo de bypass gástrico. Os dois grupos apresentaram diminuição importante da HbA1c no primeiro ano – embora maior com a cirurgia – seguida de rebotes graduais quase iguais em ambos grupos.

A remissão completa do diabetes, definida como HbA1c abaixo de 6,0% em todas as consultas durante um ano sem tomar nenhum hipoglicemiante, foi conquistada por nove participantes (16%) no grupo de bypass gástrico em dois anos, mas este número caiu para quatro (7%) no quinto ano.

No total, houve 66 e 38 eventos adversos nos grupos da cirurgia e do tratamento clínico, respectivamente, durante cinco anos. Quatorze episódios de complicações cirúrgicas ocorreram no grupo da cirurgia, enquanto números quase idênticos – 15 no grupo do bypass e 16 no grupo clínico – apresentaram quadros gastrointestinais.

As fraturas ósseas, previamente informadas no terceiro ano, não foram observadas do terceiro ao quinto ano.

Houve deficiência de vitamina B12 em dois participantes (4%) do grupo de bypass gástric,o e em um (3%) do grupo clínico. Três participantes (6%) do grupo de bypass gástrico tiveram anemia, o que não ocorreu com nenhum participante do grupo clínico.

“É importante considerar os eventos adversos associados ao tratamento cirúrgico”, concluem Dr. Ikramuddin e colaboradores.

Dra. Gunn Signe Jakobsen recebeu financiamento do Sykehuset i VestfoldDr. Sayeed Ikramuddin é membro do conselho consultivo da Novo Nordisk, USGI Medical, e Medica, presta consultoria para Metamodix; e recebe apoio financeiro da Medtronic, ReShape Medical; bem como suporte institucional da EnteroMedics.

Para os resultados coprimários, a remissão da hipertensão (com base nos medicamentos dispensados) foi duas vezes mais provável com a cirurgia, e o risco de um novo quadro de hipertensão foi 60% mais baixo, significativamente, comparado ao tratamento clínico.

Desfecho Risco absoluto, %
Grupo cirúrgico
(N = 932)
Risco absoluto, %
Grupo clínico
(N = 956)
Diferença entre os riscos, % Risco relativo
Remissão da hipertensão 31,9 12,4 19,5 2,1
Hipertensão, novo quadro 3,5 12,2 8,7 0,4
Remissão do diabetes 57,5 14,8 42,7 3,9
Diabetes, novo quadro 0,3 7,5 7,2 0,07
Remissão da dislipidemia 43,0 13,2 29,8 2,6
Dislipidemia, novo quadro 1,1 6,4 5,3 0,3
Depressão, novo quadro 8,9 6,5 2,4 1,5
Uso de opioides, novo quadro 19,4 15,8 3,6 1,3
Qualquer cirurgia gastrointestinal 31,3 15,5 15,8 2,0

Entre os desfechos secundários pré-definidos, os pacientes tratados por cirurgia tiveram índices significativamente mais elevados de remissão do diabetes e da dislipidemia, e menor risco global de novo quadro de diabetes e dislipidemia.

No entanto, os pacientes do grupo cirúrgico também tiveram maior risco de novo quadro de depressão e ansiedade e/ou distúrbios do sono (risco relativo = 1,3), e de tratamento com opioides.

E os pacientes operados tiveram maior risco de várias complicações relacionadas ao procedimento, como fazer outro procedimento cirúrgico gastrointestinal e dor abdominal (26,1% vs. 13,5%; risco relativo 1,9).

No lado mais positivo, durante um acompanhamento prolongado, relativamente poucos pacientes tiveram deficiências de vitaminas e minerais, desnutrição proteica, náuseas e/ou vômitos, ou hipoglicemia (< 3% para todos os casos).

Benefícios relacionados com o diabetes persistem, em cinco anos, mas se nivelam

O estudo menor, feito por Dr. Ikramuddin e equipe, foi um acompanhamento observacional de um ensaio clínico randomizado realizado em quatro centros nos Estados Unidos e em Taiwan, contendo 120 pacientes com hemoglobina A1c (HbA1c) ≥ 8,0% e IMC de 30,0 a 39,0 kg/m2.

Todos os pacientes tiveram intervenção de estilo de vida, a seguir, 60 fizeram tratamento clínico intensivo, enquanto os outros 60 fizeram bypass gástrico.

Os pacientes foram acompanhados durante cinco anos, momento no qual foram obtidos dados de 43 participantes do grupo clínico e de 55 participantes do grupo de bypass gástrico.

O desfecho primário composto triplo foi HbA1c < 7,0%, lipoproteína de baixa densidade (LDL, do inglês low-density lipoprotein) < 100 mg/dL, e pressão arterial sistólica < 130 mmHg em cinco anos.

No primeiro ano após a randomização, o desfecho triplo foi alcançado por 50% do grupo de bypass gástrico versus 16% do grupo do tratamento clínico (P = 0,003).

O fato de alcançar o desfecho triplo caiu nos dois grupos entre o primeiro e o terceiro ano, e manteve-se estável entre o terceiro e o quinto ano. Em cinco anos, a proporção de pacientes que alcançou o desfecho triplo foi de 23% com bypass gástrico e 4% com o tratamento clínico (P = 0,01).

No caso específico da HbA1c, a diferença verificada entre os tratamentos aos cinco anos foi de 1,6% (P < 0,001) no grupo de bypass gástrico. Os dois grupos apresentaram diminuição importante da HbA1c no primeiro ano – embora maior com a cirurgia – seguida de rebotes graduais quase iguais em ambos grupos.

A remissão completa do diabetes, definida como HbA1c abaixo de 6,0% em todas as consultas durante um ano sem tomar nenhum hipoglicemiante, foi conquistada por nove participantes (16%) no grupo de bypass gástrico em dois anos, mas este número caiu para quatro (7%) no quinto ano.

No total, houve 66 e 38 eventos adversos nos grupos da cirurgia e do tratamento clínico, respectivamente, durante cinco anos. Quatorze episódios de complicações cirúrgicas ocorreram no grupo da cirurgia, enquanto números quase idênticos – 15 no grupo do bypass e 16 no grupo clínico – apresentaram quadros gastrointestinais.

As fraturas ósseas, previamente informadas no terceiro ano, não foram observadas do terceiro ao quinto ano.

Houve deficiência de vitamina B12 em dois participantes (4%) do grupo de bypass gástric,o e em um (3%) do grupo clínico. Três participantes (6%) do grupo de bypass gástrico tiveram anemia, o que não ocorreu com nenhum participante do grupo clínico.

“É importante considerar os eventos adversos associados ao tratamento cirúrgico”, concluem Dr. Ikramuddin e colaboradores.

Dra. Gunn Signe Jakobsen recebeu financiamento do Sykehuset i VestfoldDr. Sayeed Ikramuddin é membro do conselho consultivo da Novo Nordisk, USGI Medical, e Medica, presta consultoria para Metamodix; e recebe apoio financeiro da Medtronic, ReShape Medical; bem como suporte institucional da EnteroMedics.

JAMA 2018;319:291-301. Resumo

JAMA de 2018;319:266-278. Resumo

 

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